Capítulo V
Objeto Voador Não Identificado
Guto, Ainda estava no boteco bebendo, Tinha que trabalhar naquela noite, mas continuava “entornando”. Gostava de beber, mas bebia ainda mais, pra tentar silenciar a voz que de tempos em tempos no início, agora, todos os dias, ele ouvia.
Era impossível continuar no pequeno bar, mas seu dinheiro acabara.Resolveu ir se adiantando e foi para o trabalho a pé mesmo.
No caminho, desviou de uma poça de água na rua, um carro passou a toda em cima dela, naquele instante, ouviu então, uma voz de mulher:
_ “Gustavo Oliveira...vá para a água!”
Todo ensopado, Guto ainda teve tempo de dizer:
_ Merda!
Lagoa Rodrigo de Freitas:
_ Como vamos entrar aí? Vocês estão vendo alguma porta? _ Falou Daniel.
_ Eu consegui! Eu consegui! _ Comemorava Guilla.
_ Parabéns, gordinho! _ Falou novamente Fabiano.
_ Gente...eu acho que o Vicente continua mantendo essa coisa suspensa no ar..._ Falou Fátima.
_ Uhhhhhhhhhhhhhhhhhh... _ Respondeu Vicente.
_ Dá pra levar até terra firme? _ Perguntou Fátima.
_ Nãooooooooooooooooooooooooooo..._ Respondeu Vicente.
_ Essa coisa é muito larga pra poder pousar em qualquer ponto da margem da lagoa. _ Disse Samara.
_ Firme, carinha! Vamos te ajudar...de alguma forma... _ Falou Fabiano.
_ Guilla, se você fez o mais difícil, como você disse agora a pouco...transforma a água embaixo dessa coisa em algo que ela possa ficar em cima sem afundar! _ Falou Daniel.
_ Isso! Faça isso logooooooooooooo. _ Falou com muita dificuldade Vicente.
_ Claro...vou fazer... _ Falou inseguro Guilla.
_ Se essa coisa escapar do Vicente e cair na água agora,o impacto disso na água vai virar o pedalinho... _ Falou Fátima. _ e essa água é nojenta!!!
Guilla se concentra, coloca as mãos próximas da superfície da lagoa e imagina que todo o volume de água embaixo da enorme aeronave se tornaria pedra...e consegue!
Vicente pousa o objeto com a maior delicadeza possível, devido a sua fadiga.
_ Não é por nada, não...mas tem um montão de gente olhando. _ Falou Samara.
_ Fátima...agora é com você _ Falou Vicente.
_ Comigo?
_ Você tem que fazer o mesmo que fez, na praia de Botafogo e nos esconder de todo mundo... _ Continuou Vicente.
_ Será que eu consigo? _ Pensou alto Fátima.
_ Tem que conseguir, pois não posso te ajudar dessa vez, do jeito que estou agora, depois de empregar a força de pensamento que tive de usar, se tentar entrar em sua cabeça, frito seus neurônios sem querer...
Tudo bem...ela se concentra e então, tudo em volta deles se torna deserto, a lagoa está lá, assim como o pedalinho e a aeronave, mas nenhuma alma viva fora eles.
_ Essa é a tal dimensão que ela pode ir? _ Falou Samara.
_ É sim, é igual a nossa, só que não existem pessoas ou seres vivos. _ Falou Daniel.
_ Muito legal. _ Falou o agora mais confiante Guilla.
_ Tinham que ver. Ficar aqui, junto com um minotauro maluco! _ Falou Daniel.
Todos saltaram do barquinho e subiram na pequena ilha de pedra criada por Guilla.
_ Vocês estão vendo alguma porta? – Falou Samara.
_ Não tem nenhuma! _ Respondeu Fabiano, que dera um giro em torno da aeronave rapidamente.
_ Que velocidade! Não sabia que você podia fazer isso! _ Falou Vicente.
_ Vai se acostumando, também tenho meus truques! _ Riu Fabiano.
_ Quer...quer que eu abra uma passagem na fuzilagem, Vicente?
_ Você pode fazer isso, não é, Guilla? _ Respondeu Vicente.
_ Posso, acho...mas não sei se saberia qual o material pra desfazer depois e restaurar.Nem sei se isso é aço...não parece...não sei se posso criar algo que não conheço e talvez nem seja desse planeta...
_ Que maneiro!!! _ Exclamou Fabiano, admirando a nave.
_ E aí, teríamos um buraco permanente..._ Falou Daniel.
_ No nosso presente! _ Completou Samara.
_ Eu vou entrar... _ Falou Vicente.
_ Tá louco, carinha. Como? _ Perguntou Fabiano.
_ Eu vou entrar...e caso eu precise...você, Daniel e Samara já sabem o que tem que fazer.Vocês defendem os outros de algum ataque...
Após isso, Vicente aproximou-se da aeronave e tocando o enorme objeto, projetou-se para dentro do objeto como se tivesse se desmaterializado.
_ Como ele fez isso???? _ Falou Fabiano.
_ Ele atravessou a fuselagem da nave!Ele pode se desmaterializar? _ Completou Guilla.
_ O que ele combinou com vocês dois, Daniel? _ Perguntou Fabiano.
_ Nós bolamos um plano “b” caso encontremos algo desagradável em relação a esse presente, que discutimos ontem. _ Respondeu Daniel.
Após alguns instantes Vicente colocou apenas a cabeça para fora da fuselagem da nave, ainda desmaterializada. Os jovens se assustaram.
_ Vocês estão com medo? _ perguntou Vicente.
_ Não...é super natural atravessar metal, como você está fazendo..._ Brincou Daniel.
_ Esperem então, pra ver o que tem aqui dentro! _ Respondeu Vicente.
_ Você encontrou uma porta? _ Perguntou Guilla.
_ Não...mas sei como colocar vocês aqui dentro! _ Respondeu Vicente.
_ Como é que você faz isso, Vicente?_ Perguntou Guilla.
_ Ah! Isso! Eu apenas me concentro e minha mente controla a matéria do meu corpo...
_ É dessa forma que você vai colocar a gente aí dentro?_ Perguntou Guilla.
_ Não, não posso controlar a matéria do corpo de vocês a esse ponto...mas descobri como trazer vocês para dentro, da forma certa! Se imaginem agora, dentro dessa nave!
Com um pensamento, Vicente empurra bruscamente, até demais, os colegas para dentro da água da lagoa, ao mergulharem, eles desaparecem.
Já dentro da nave, Vicente aguarda em pé, de frente para uma pequena piscina no centro do que parece ser uma cabine de controle e logo em seguida os cinco amigos aparecem secos, dentro do raso espelho d água.
_ Surreal!!! _ Exclama Daniel.
_ Maneiro, não? _ Pergunta Vicente.
_ É muito bonito aqui! É tudo tão claro e limpo...quase estéril... _ Fala Samara.
_ Tem outras coisas que vocês tem que ver... _ Diz Vicente enquanto aponta a direção.
_ Você já reparou que o Vicente é o único que parece ter controle total do que pode fazer, Fabiano? _ Pergunta Fátima
_ Mas eu também tenho... _ Responde Fabiano.
_ Eu sei, mas os seus poderes não precisam de uma ação consciente sua. Eles apenas reagem as suas necessidades...já os dele...ele precisa saber exatamente o que quer e o que pode fazer... _ Respondeu Fátima.
_ É...mas parece que ele se enrola no controle...na agressividade, na força... _ responde Fabiano.
_ Pois é...mesmo assim...tirando você...nenhum de nós conhece muito bem o que pode fazer...tenho minhas dúvidas sobre o que o Vicente pode realmente fazer...
_ Será que você não ficou preocupada porque ele controlou os seus poderes ontem?_ Perguntou Fabiano.
_ Fiquei também...queria muito saber a extensão desse controle que ele pode ter conosco e com as habilidades dele, Fabiano.
Fabiano simpatizava com a pequena jornalista e imaginava que toda aquela preocupação da jovem, poderia ser decorrente da sua profissão. Da necessidade de saber de tudo sobre o assunto em questão e também da tendência investigativa que ela tomava.Falou:
_ Tudo bem Fátima...só procure não ver inimigos em todo lugar.
_ Por enquanto, Fabiano, pelo menos até nos conhecermos melhor...os inimigos podem estar em todo lugar... _ Respondeu Fátima.
Ao chegarem no lugar na nave que Vicente queria, os jovens se deparam com um cilindro de vidro, contendo um alienígena mergulhado em água e adormecido.
Fim da primeira parte.
Capítulo V Segunda parte.
Do alto de sua cobertura, Isaac observava a baía de Guanabara. Era linda. Pena que estava tão poluída, pensava. Para ele, aquela situação era insustentável. O “homem”não poderia continuar poluindo o planeta como vinha fazendo a tanto tempo. Alguém precisava detê-lo...e ele era a pessoa certa para tal tarefa.
Seus outros três sócios da “sociedade secreta” eram simplórios, imaginavam e concebiam apenas e desejo de poder. O político, como no caso do deputado Jonas Bezerra , monetário, como no caso do Colecionador,ou meros devaneios insanos de grandeza, como no caso do Dr Guinte...
Isaac imaginava mais, podia conceber muito mais! Para tanto, vinha a algum tempo financiando a organização. Mas nunca deixando claro seus verdadeiros objetivos. “Que aqueles imbecis tenham o que desejam. O que eu quero é o que realmente importa”.
Ele sabia que até então, nunca havia encontrado inimigo a altura de seus poderes ou de sua fortuna. O planeta iria ser salvo, a humanidade iria ser salva...de si mesma. Não mais o planeta seria tratado como uma imensa lata de lixo.
Pegou o aparelho de telefone na mesa ao lado. Estava na hora de saber notícias de seus associados.Afinal de contas...o Dr. estava muito silencioso nos últimos dias...
Dentro da estranha aeronave...
_ Olha, lá! Um alien!!!!! _ Gritou Daniel assustado.
_ É o piloto disso aqui, Daniel, provavelmente... _ falou certo, Vicente.
_ Ou um prisioneiro... _ Salientou Fátima.
_ Gente, isso está com cara de ser uma câmara de hibernação... _ falou Guilla.
_ Hibernação...vocês lembram do papo de agentes hibernantes, galera??? _ Falou Daniel.
Os jovens por um momento ficaram em silêncio, pensativos, até que Vicente falou:
_ Gente...esse cara veio até aqui na Terra, nisso aqui...
_ Aspas! Isso, se ele for um extra-terrestre! _ Falou Guilla.
_ Como assim? _ Perguntou Fátima.
_ Ele pode ser um “intra-terrestre”! _ Respondeu Guilla.
_ Muito ufológico pra minha cabeça... _ Brincou Fabiano.
_ Ele pode ter vindo do nosso planeta mesmo, mas não da parte do mundo que nós conhecemos... _ Salientou novamente Guilla.
_ Vem cá...você anda comendo bolo de chocolate com maconha??? _ Perguntou Fabiano.
_ Por quê?...não, claro! _ Respondeu Guilla.
_Por nada, não... _ Brincou Fabiano.
_ Vamos tirar ele daí!_ Falou Vicente.
_ Você sabe como? Aliás...como você sabia nos trazer pra dentro daqui? _ Perguntou Fátima.
_ Simples...apenas olhei aquelas imagens talhadas ali! _ Mostrou Vicente.
Eles viram figuras humanoides, muito parecidas com a do ocupante da nave, onde em quadro a quadro, mostravam, bonecos entrando na água e emergindo na figura do que lembrava a piscina interna da nave e o lugar onde estavam.
_ E como vamos sair daqui?_ Perguntou Fátima, por já ter reparado que o veículo onde estavam não mostrava ter janelas, escotilhas ou portas.
_ Acho que da mesma forma que entramos... _ Respondeu Vicente.
_ Gente...tudo que vimos aqui...tudo que vocês e eu vivemos antes, parece estar relacionado com água...já repararam? _ Perguntou Samara.
_ Estava também reparando nisso... _ Respondeu Fátima.
_ A tal “velha da água”, não te falou mais nada? _ Perguntou Fátima.
_ Não...disse que “isso”era o nosso presente, que era pra nos ajudar em nossa “missão”._ Respondeu Samara.
_ Que seria salvar o mundo...só não sabemos de quem e do quê! _ Falou Fabiano.
_ Mas vamos saber, cara, tenho fé! Tudo tem se mostrado coerente até agora... _ Falou Daniel.
_ Vamos dar uma olhada por aí...isso aqui não deve ser muito grande! Vamos ver o que mais achamos...enquanto isso...que tal você pensar numa forma de acordarmos esse “cara”, Guilla? _ Falou Vicente.
_ Eu??? Mas eu vou fazer o quê???
_ Sei lá, Guilla... mas acho que você vai achar uma forma...
_ Eu fico aqui com você e te ajudo, cara! _ Falou Daniel.
_ Sei...você está é com medo de andar por aí! Pensa que eu sou trouxa? _ Falou Guilla.
_ Mal agradecido! _ Brincou Daniel.
Os jovens começam a inspecionar tudo o que vêem pela frente na espaçonave.
Fátima checa se seu celular tem sinal dentro da estrutura alienígena, positivo, tudo certo.Se ela pudesse escrever sobre isso!Começou a tirar fotos do interior do veículo com seu telefone.
Samara continua fascinada com a beleza do lugar, ele é iluminado por inteiro, mas não há sinal de lâmpadas. Também não há presença de mobiliário, além do pequeno espelho de água na sala principal do veículo.
Vicente imaginava como esse objeto maravilhoso veio parar na lagoa...em que época e por quê?Será que aquele ser lá dentro era o único ocupante?
Fabiano pensa na capacidade da nave, na velocidade e autonomia que aquela beleza poderia ter. Não parecia ter sido feita pra guerra, mas pra transporte unicamente. E além do mais, havia oxigênio dentro dela!
Um estrondo foi ouvido por todos após o grito de Daniel. Ao chegarem na sala anterior onde o deixaram com Guilla...
_ Desculpe, gente! É que eu vi essa coisa se mexer! Ela abriu um olho dentro desse tanque!!! _ Falou Daniel assustado.
_ E precisava quase ter me desintegrado, seu puto! _ Gritou Guilla.
_ Desculpe! Eu agi por instinto! _ Explicou Daniel
O “agir por instinto”, significava que Daniel tinha emitido um raio que fizera um enorme rombo na parede do veículo,onde podia se ver o exterior da nave, que já mostrava sinais de reintegração.
_ Seu animal! Você abriu um buraco aqui! _ Falou Fabiano.
_ Calma gente! Ela está cicatrizando...a nave está curando o buraco!_ Falou Samara.
_ Como você teve energia pra soltar um raio? _ Perguntou Fátima.
_ Esse puto tocou em mim!!! _ Falou Guilla.
_ Desculpa isso também...mas eu precisava de energia e agi por instinto, como já tinha dito, gente! _ Falou Daniel
_ Você está bem, gordinho? _ perguntou Fabiano.
_ E pra mim? Ninguém pergunta se eu estou bem, depois de quase ter morrido do coração??? _ Grita Daniel.
_ Estou...acho que devo ter energia de sobra! Olha o estrago que o Daniel fez. E nem fiquei tonto com a drenagem. _ Falou Guilla.
_ Ótimo, bom saber...agora, quando precisar de energia, toco sempre em você! _ Falou Daniel.
_ Sai pra lá! _ Brincou Guilla.
_ Afinal de contas...o alienígena despertou? _ Perguntou Vicente.
_ Sei lá, Vicente. Foi esse louco aqui que viu isso! _ Falou Guilla.
_ Por que você não pergunta pra mim? Se fui eu que vi o cara ali abrir o olhão??? _ Falou Daniel chateado.
_ Pode ter sido imaginação sua, Daniel. Você está muito impressionado aqui! _ Falou VIcente.
_ Eu sei muito bem o que eu vi, tá! _ Falou Daniel._ Olha, lá! Abriu de novo!!!
Todos se viram e olham pra dentro do tanque de água, mas a criatura continuava com os dois olhos cerrados.
_ Para de sacanagem, Daniel!_ Falou Samara.
_ Eu estou dizendo que eu vi! _ Falou Daniel.
_ Você pode fazer alguma coisa, Vicente? _ Perguntou Guilla.
_ Tipo, o quê? Despertar esse alienígena?
_ Não! Colocar o Daniel pra dormir com esses seus truques Jedi! _ Brincou Guilla.
_ Olha...eu vou ser sincero...não posso entrar na cabeça dessa criatura...não sei nem como faria isso...pra ser sincero, tenho até medo... _ Respondeu Vicente.
_Tá vendo, não sou só eu o cagão aqui! _ Falou Daniel
_ Não é isso, irmãozinho...é uma mente alienígena...e eu não sou um telepata treinado, meu controle mental é basicamente físico... _ Falou Vicente.
_ Em outras palavras, você é um telepata paraguaio! _ brincou Fabiano.
_ Pode ser! _ Riu Vicente.
Daniel deu outro grito e se escondeu atrás de Vicente falando:
_ Abriu de novo! Dessa vez esse merda, abriu os dois olhos e fechou!!!
_ Pode ser uma reação reflexiva... _ Respondeu Fabiano.
_ Reflexiva o caramba! Eu sei o que eu vi!!! _ Falou Daniel.
_ Gente...isso não pode ser normal... _ Falou Fátima.
_ Eu sei, Fátima...também não acho o Daniel normal... _ Falou Fabiano rindo.
_ Tudo bem...vamos tentar algum contato. _ Falou Vicente tomando a dianteira.
_ O que você vai fazer?_ Perguntou Guilla.
_ Eu não...você!...Guilla, eu queria que você transformasse esse tubo onde o aliem está, em qualquer coisa, a água do tubo também, mas tira ele de dentro disso... _ Falou Vicente.
_ Tudo bem, vamos fabricar mais oxigênio pra essa nave, por quê, não? Oxigênio é fácil de ser transmutado, são moléculas simples de fabricar...mas já disse...não posso refazer o tubo e o líquido dentro depois... _ Falou Guilla inseguro.
O jovem toca no tubo feito por um material que lembra vidro e se concentra. Logo o tubo e o líquido que era armazenado dentro do mesmo, desaparecem, deixando apenas a criatura do seu interior jogada no chão.
_ Tá bom... quem vai lá levantar essa coisa? _ Pergunta Daniel.
_ Acho melhor mantermos uma certa distância... _ Falou receosa, Fátima.
_ Nada! Não acho que ele vai nos fazer mal..._ Falou Fabiano, indo apanhar o ser do chão em seus braços.
_ Pro cara é fácil falar...se regenera...não pode morrer... _ Resmungou Daniel.
Já nos braços de Fabiano, a criatura mostrou sinais de estar recuperando a consciência .
_ Olha, lá! Olha lá! O que foi que eu disse! _ Gritou Daniel.
_ Calma, tudo bem...está tudo bem, irmãozinho. _ Falou tranquilisadoramente Vicente.
O ser foi recuperando aos poucos sus consciência até que ainda nos braços de Fabiano, tentou falar...sua linguagem era indecifrável para todos.
_ E agora? A gente não tem a mínima idéia do que ele está falando, Vicente. _ Falou Fabiano.
_ Ele pode estar dizendo: “Seus merdas! Vocês invadiram minha nave, me acordaram e destruíram a minha cama! “_ Falou Daniel
_ Justamente... _ Falou Guilla.
_ Ele não está com raiva...posso garantir...mas também não consigo entender sua mente, está muito avançada pra mim... _ Falou Vicente.
_ Eu acho que ele não está muito confortável aqui, gente... _ Falou Fátima.
_ Talvez possa ser a falta da água, Vicente. _ Falou Guilla.
_ Vamos leva-lo até a piscininha na sala maior, gente _ Falou Fabiano.
Ao chegarem na sala maior, que parecia ser a principal da nave. Os jovens presenciaram uma cena, que já estava se tornando corriqueira para eles.
Da superfície do espelho de água surgem duas pessoas: Charles e uma moça que a maioria deles não conhecia. Fátima falou assustada:
_ Roberta???
_ Fátima??? _ Fala a moça.
_ O que você está fazendo aqui??? _ Perguntou Fátima.
_ Vocês se conhecem? Perguntou Vicente.
_ Oi gente! Pensaram que tinham se livrado de mim?Nós também conhecemos essa “velha da água”!_ Brincou Charles.
Continua...
terça-feira, 15 de maio de 2007
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Um comentário:
to atrasado nas leituras. Mas não pára não q eu vou ler tudin. abc
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